Por que amam o Google e odeiam o Facebook?

Por que amam o Google e odeiam o Facebook?

Esta semana vi um grande buzz gerado por um site americano de Delivery que resolveu excluir sua fanpage de 70 mil likes. O motivo?,A reclamação de sempre: queda de alcance orgânico. Recentemente, aqui no blog da Iska Digital, expliquei como funciona o algoritmo e provei que há muito sensacionalismo por trás da queda do alcance. Foi então que resolvi me fazer esta pergunta: Por que amam o Google e odeiam o Facebook? Leia o artigo e, se eu não convencer você a rever seus conceitos, lhe pago um cerveja ou um suco, você escolhe!

Tráfego

É indiscutível que Google e Facebook são os dois gigantes para as estratégias de marketing digital. E ambos se completam, pois trazem resultados diferentes e possuem funções diferentes.

O Google tem potencialmente uma conversão maior. As pessoas já estão com algo em mente e querendo buscar algo, como por exemplo, um tênis vermelho. Se ela busca este produto é porque quer mais informações ou efetuar uma compra. O mesmo acontece com conteúdos, onde o usuário pode buscar um tutorial ou alguma informação mais precisa.

E como você faz para aparecer nas buscas? Você precisa de um trabalho de SEO ou pagar anúncios do Adwords. No caso do SEO, todos reconhecem sua importância, além de ser um serviço caro, feito por um profissional qualificado, na base de muito planejamento.

A fórmula do Adwords, por exemplo, utiliza o valor do CPC como um dos fatores de posicionamento. E, pasmem, há palavra que custa mais de 100 dólares o CPC.

Do outro lado da moeda, o Facebook é a maneira mais rápida de você conseguir acessos para um site, pois você atrai pessoas que estão ociosas no momento, navegando perdidas pela timeline. A diferença é que na rede social você tem uma fanpage com uma comunidade só sua, com usuários que já conhecem sua empresa.

E como você faz para aparecer na timeline? Assim como o Google tem o SEO, o Facebook tem o SMO (Social Media Optimization). Resumindo, o algoritmo funciona como uma pesquisa do IBOPE. A rede garante uma amostragem em torno de 6% e, caso as pessoas interajam de maneira positiva, o alcance aumenta gradativamente, podendo, inclusive, ultrapassar os 100%.

A diferença é que a maioria das páginas trabalha no Facebook como se ele fosse um microondas. Há muito pouco tempo dedicado para planejamento e produção de imagem e texto. Geralmente, postam somente o link de uma matéria ou uma imagem de propaganda acreditando que dará resultado. Diferentemente do SEO, somente uma minoria entende a importância do SMO e investem em um profissional qualificado. Acreditam que tenha mais secretárias e sobrinhos trabalhando de social media do que profissionais de marketing.

Abaixo, mostro um gráfico que está no meu desktop e que utilizo diariamente. Veja quantos pontos você pode analisar para um post. Quanto mais respostas você tiver para estes tópicos, mais êxito você terá em suas publicações no Facebook:

objetivo-desenho

Já na parte de anúncios, o custo por clique é infinitamente menor no Facebook. Com um bom planejamento, você paga menos do que 10 centavos por clique. Há casos, inclusive, que o custo de um clique chega a custar menos do que um centavo (no Google, solte fogos se o CPC custe menos que 30 centavos).

Para encerrar a questão do tráfego, o Facebook tem a probabilidade de trazer mais pessoas de maneira gratuita e, em caso de anúncios, traduz um custo menor de CPC. Cito ainda dois exemplos: Primeiro, conforme afirmou o Henrique Carvalho, do Viver de Blog e palestrante de marketing digital, o Facebook é a maior fonte de tráfego do seu site.

Já Bio Veiga, do basico.com, não falou diretamente sobre o tema mas mostrou a importância do “falso compartilhamento” e como as pessoas se comportam. No dia 1º de abril ele fez um post de brincadeira, com algumas pegadinhas, e, de maneira inteligente, mostrou que várias pessoas curtem, comentam e compartilham aquilo que mal leem, passando para frente uma mensagem que pode ser mentirosa.

Mudanças de algoritmo

Ano passado, o Google alterou seu algoritmo afetando 90% das buscas. Isso mesmo, a cada 10 sites, 9 foram afetados. Essa declaração dos 90% foi dada pela própria empresa. Impressionante, certo?

Você pode, inclusive, encontrar artigos que ensinam você a recuperar o posicionamento dos seus sites nas buscas após o lançamento do “Beija-flor”, nome dado a atualização do algoritmo.

Já o Facebook, em sua última mudança, fez alterações para beneficiar as fanpages. No entanto, beneficiam as fanpages que realmente trabalham de maneira profissional e não somente apertam um único botão, esperando acontecer algum tipo de mágica.

Segundo Renato Domingues, gerente de negócios do Facebook, hoje as fanpages e os usuários são tratados da mesma maneira pelo algoritmo. Como nós temos mais interação com amigos do que com páginas, isso influencia a maneira como a timeline é mostrada. Vale ressaltar, que cada usuário vê uma timeline personalizada de acordo com o seu comportamento na rede.

Mais uma vez, fico me perguntando: Por que tanto ódio com o Facebook? O mais irônico é que no Summit do Quartel Digital, a palestra da Camila Porto sobre a rede social mais popular do mundo foi sucesso de audiência. Provando que, no fundo, as pessoas sabem que precisam de mais conhecimento para ter mais resultados.

Outras redes sociais

Recentemente, um estudo da Shopfy, que oferece soluções de e-commerce e é autoridade em vendas online, publicou um estudo mostrando que a melhor rede social para gerar tráfego, pedidos e conversão é o Facebook. A única rede social que ganhou uma das categorias foi a Poyvore, uma espécie de Pinterest para a área de moda.

E olha que a pesquisa avaliou mais de 37 milhões de visitas e mais de meio milhão de compras.

Isto sem contar que, as demais redes sociais, ficam devendo e muito na questão de métricas. Instagram, Twitter, Google+, entre outras, passam dados muito superficiais de suas ações. Vamos concordar que fica difícil de mudar aquilo que não se mede.

Analisando todo este cenário e, lembrando que temos 83 milhões de brasileiros no Facebook, fica claro que o problema não é a ferramenta e sim o operador. Encerro o artigo com as duas frases preferidas do Flávio Raimundo para que vocês reflitam e foquem no planejamento de cada post. Tratem ele como uma peça publicitária!

“As pessoas que dizem porque não fazem, devem dar lugar as que fazem”

“As dores da disciplina são infinitamente menores que as dores do arrependimento”

E aí, vai ter coragem de me cobrar a cerveja ou o suco?

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